Jim Rogers
fonte: BusinessWeek
A partir de uma visão simplificada sobre o assunto, todos devem concordar que governar não é muito diferente de presidir uma empresa.
Valem para ambos os casos a capacidade de liderança, qualidade de gestão, governança, capacitação e por aí vai.
Ah, venho comentando por aqui que as mudanças de ares já são perceptíveis no mercado de consultoria ambiental. Novos debates, novas leis, novas cobranças, muitas possibilidades de trabalho.
Cem, cento e vinte, duzentas empresas de consultoria só em São Paulo. Micro, pequenas, médias e grandes. Péssimas, regulares, boas e ótimas. O mercado precisa amadurecer.
Percebo no meio consultivo que há uma preocupação natural e até louvável com a classe de consultores, apesar desta já não ser uniprofissional. Explico, poucos consultores lutam para preservar a integridade, segurança e liberdade daqueles que realmente trabalham com qualidade.
Na última reunião que participei em que este tipo de assunto foi tratado haviam, ãhn, deixa eu fazer umas contas, sete empresas representadas. Representantes de 200?
Da entrevista de Jim Rogers à revista Veja (edição 2127) eu selecionei alguns trechos que tratam da ação do governo norte-americano em relação aos grandes bancos do país que tiveram ameaça de falência, trechos que em minha opinião encaixam-se perfeitamente ao momento do mercado de consultoria em meio ambiente e às empresas envolvidas, e não falo só dos consultores, estou falando de stakeholders.
Segundo o investidor, sobre o risco de recessão, “o risco maior foi sinalizar para o mercado que eles estavam atuando sob proteção.” ”Em um mercado sem risco, os mecanismos de depuração do capitalismo deixam de funcionar e os incompetentes são premiados com a permissão de continuar no jogo quando deveriam ter sido banidos.”
E perguntado sobre a melhor maneira de agir, Jim Rogers disse que “se o governo tivesse ajudado apenas os competentes, o resultado teria sido muito melhor. Mas vêm sendo usados recursos para tentar revigorar ativos de má qualidade.”
E mais, “quanto mais capital for torrado com ativos ruins, menos recursos sobrarão para ser investidos em coisas que realmente contam.”
Mesmo sendo óbvio, aos gestores resta a lição, investimento em qualidade.
Para quem contrata, para quem executa.
Os incompetentes?
Ora bolas, deixemos de paternalismo, que se virem.

Publicado por Samuel Canuto em agosto 25, 2009 às 14:58 r r
Ferlini-san, veja no meu blog, um interessante caso de aproveitamento dos “ativos” de qualidade:
http://gororobadomumu.blogspot.com/2009/08/cultura-corporativa-na-netflix.html
Acho que dá para traçar um paralelo entre a Cultura Corporativa e a atuação dos Governos em preservar as empresas incompetentes. Se a tendência for sempre nivelar por baixo, nunca se alcançarão estratos mais elevados com oportunidades sólidas e competências capazes de trazer maturidade ao Mercado e, consequentemente, à toda Sociedade.
Há de se notar que, enquanto uma das estruturas basais da Economia, a empresa com boa Cultura Corporativa propogará suas ações para a Sociedade adjacente. E quanto mais madura a Sociedade, mais dessas boas empresas se solidificarão, realimentando o ciclo.
Para fechar: lembremos também das palavras da Paulette, o Google tem como premissa nunca permitir que alguém contrate alguém inferior a si próprio. Com isso, eleva-se sempre a qualidade interna da empresa. Junto com a Netflix, já temos dois bons exemplos a seguir.
Ah sim, e o diálogo está aberto:
http://gororobadomumu.blogspot.com/2009/08/paternalismos-e-competencias.html
Abraço, Cumpadi!!!