
Raramente discuto futebol seriamente, o faço apenas quando a discussão aborda futebol como negócio, pois, não o vejo mais como esporte, a não ser em sua prática amadora.
Assistindo ao programa Esporte Espetacular da Rede Globo neste domingo, 29 de novembro, chamou-me a atenção a reportagem sobre erros de arbitragem que afetaram seriamente o andamento de Copas do Mundo.
Mostraram erros ou equívocos diversos, quem acompanha minimamente futebol deve imaginar que foram lembrados gol de mão, penalidades não marcadas ou mal marcadas, bolas que entraram e não viraram gols, gols com bolas que não entraram, enfim.
O motivo da reportagem, no entanto, foi o lance ocorrido entre França e Irlanda em jogo eliminatório para a Copa do Mundo de 2010, quando o jogador francês Thierry Henry ajeitou a bola com a mão esquerda antes de efetuar o passe que originou o gol de empate e de classificação da França para a Copa.
Este empate tirou a Irlanda da Copa do Mundo na África do Sul, olha a gravidade, inclusive econômica.
Para quem não está por dentro do assunto, dê uma olhada na reportagem no GloboEsporte.com, mão de Henry coloca a França na Copa.
Os repórteres perguntaram a diversos esportistas se, no lugar de Henry, usariam a mão para classificar seu país para a Copa do Mundo.
Uns sim, outros não, mas, duas respostas intrigantes foram dadas exatamente por profissionais do futebol, um jogador e um treinador, cujos nomes não vou citar para não transformar este post em uma discussão clubística.
Um disse algo como “ah, eu não vou aproveitar a oportunidade só para dizer que sou honesto…”.
O outro lembrou que “a ocasião faz o ladrão…”.
Ah pessoal, não vou entrar no mérito, vou é aproveitar o gancho.
Futebol é disparado o esporte mais popular do Brasil, o maior pão deste circo tupiniquim.
Reflete com rara fidelidade o comportamento e a conduta de muito que se faz nesta sociedade.
O que tem isso a ver com meio ambiente?
Ora ora, continuo mantendo a correlação futebolística.
Não apenas uma vez eu ouvi de apaixonados por futebol que os erros de arbitragem garantem emoções ao esporte.
Ah, sai desta vida. Com erros se aprende, não se emociona. Erro é para ser corrigido.
Todos que acompanham este blog conhecem meu apego ao bom nível de qualidade na realização de qualquer tarefa, que seja um diagnóstico ambiental ou uma partida de futebol.
E premissa para tanto é manter padrões de ética que ultrapassem o fanatismo e padrão de ações que fujam da mesmice do blá blá blá vazio, do discurso ambiental, do discurso sustentável.
Há muito a se fazer, mas, tem que fazer direito, não é de hoje que falo isso (simplesmente diferente não, tem que ser melhor).
É notório que na hora do aperto, nos momentos de crise e de necessidade as decisões ganham apelo emocional, e neste momento é que ética e caráter sobressaem.
E o mundo é uma bola, dá muitas voltas, em algum momento as decisões farão efeito e serão cobradas.

Publicado por “morar neste país é como ter a mãe na zona” « Ferlini Salles em dezembro 1, 2011 às 12:10 r r
[...] a Copa de 2010 com um gol irregular de Thierry Henry contra a Irlanda, que ficou de fora da Copa (falei sobre isso lá em 2009). O jogador francês ajeitou propositadamente a bola com a mão no ato do gol. O juiz não anulou o [...]
Publicado por quem culpar? « Ferlini Salles em julho 12, 2010 às 15:14 r r
[...] Ou a ocasião faz o ladrão? Já falei sobre isto aqui no blog em bate-bola ambiental. [...]
Publicado por fair play no futebol « Ferlini Salles em junho 27, 2010 às 19:22 r r
[...] França se classificou para a Copa com um gol irregular (bate-bola ambiental), em desrespeito a milhares ou milhões de irlandeses, saiu da Copa com o mesmo nível de espírito [...]
Publicado por Clamir em novembro 29, 2009 às 15:04 r r
Gostei.
abraço
Publicado por ferlinisalles em novembro 29, 2009 às 18:17 r r
Obrigado, mas, você não conta, risos.
Beijos.